Este blog é para postar os artigos que são publicados no jornal A Folha Regional, de Getúlio Vargas, de autoria de Paulo Dalacorte.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As memórias do Edino

"Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos" - Jeremy Irons
Na sexta-feira passada, 14/10, às 19h30min estive presente, na AABB, no lançamento do livro do Professor Édino Farias. Suas "Memórias Esportivas" ao longo de 40 anos de vida profissional e algumas lembranças da infância e juventude. 
Sempre ao seu lado a companheira e esposa Leila que, certamente contribuiu muito na confecção desta obra. Diria, sem medo de errar, que foi a co-autora desta publicação, pois estiveram praticamente juntos na jornada profissional como professores. 
No encontro houve de parte do autor uma pequena explanação do conteúdo do livro. Um papo informal para umas 80 pessoas que estiveram presentes a prestigiar o lançamento deste. E no fim uma sessão de autógrafos para os interessados.
Nesta conversa, o Professor Édino fez um resumo das partes do livro e no final emocionado agradeceu a oportunidade de ter trabalhado e contribuído para o esporte na cidade de Getulio Vargas, sua terra natal. Acrescentou que realizou um sonho.
A publicação desta obra teve a participação do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas, que encaminhou um projeto para custear a impressão do mesmo, e teve sua proposta aprovada, junto ao Fundo Municipal da Cultura.
Quanto ao conteúdo estou apenas no inicio da leitura. Saboreio devagar, como numa mateada, cada folha. E, sugiro aos desportistas getulienses que adquiram, e façam dele uma ótima opção de presente de Natal para seu amigo, vizinho ou parente.
Ao professor Édino e a Leila, confesso que minhas memórias esportivas passam por suas aulas de Educação Física no Santa Clara e natação no Tênis Clube. Sem duvida esta obra resgata e conta parte da história esportiva do nosso município. 

Publicado no jornal A Folha Regional em 21 de outubro de 2011.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

E-mail de ideias

As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade. William Shakespeare
Escrevo esporadicamente algumas crônicas para o jornal. De forma geral sobre pessoas, entidades ou fatos relacionados a mim ou minha cidade. Não tenho pretensão, com meus escritos, de atingir um publico maior que o regional. Procuro difundir um pouco minhas lembranças de um determinado assunto.
Comecei lentamente com os escritos, e aos poucos fui gostando da ideia de dar seqüência a eles. Aprendi que para realizar uma crônica muitas vezes é necessário horas de pesquisa, conversas e reuniões.  Outras vezes, as mais despretensiosas e hilárias, apenas algum tempo defronte ao computador e pronto.
E, seguido, sou abordado na rua por amigos ou conhecidos para falar dos artigos que escrevo para o jornal. Dizem, entre outras, que gostaram de uma crônica, que poderia ter acrescido isto ou aquilo e até que não entenderam determinadas afirmações minhas em algumas delas. E, querem saber como surgem às idéias.
Meus textos no geral são curtos, para o assunto não ficar maçante. Do contrário, no final o leitor perde o foco central. Mesmo assim às vezes nem todos entendem, pois cada cabeça uma sentença. E, ressaltem-se, as idéias lançadas pelo articulista não devem ser dominantes. Apenas conhecidas, debatidas e que também podem ser mudadas.
Quanto às idéias em si, surgem de leituras, pesquisas ou de algum fato nacional que pode ser inserido em nosso meio. Às vezes de uma caminhada pela cidade ou apenas de um papo despretensioso com um amigo na rua ou mesa do bar. E como gosto e necessito da escrita as transformo em crônicas. 
Para aqueles que, por algum motivo, não conseguem ler as crônicas no jornal foi criado estes tempos um blog onde as crônicas são postadas. Nele há inclusive algumas noticias e fotos que não aparecem no jornal. A quem interessar a leitura pelo blog o endereço eletrônico é blogdopdala.blogspot.com/, ou então se acessar o blog do jornal A Folha Regional nele esté indicado o blogdopdala.
Agora para ampliar o contato com o leitor, e buscando inovar em novos escritos, me ocorreu neste momento uma idéia. Criar um email de idéias nominado pdalaideias@hotmail.com. Desde já estamos conectados. Espero, assim, contar com sugestões e criticas construtivas para futuras crônicas.

Publicado no jornal A Folha Regional em 7 de outubro de 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A agonia da Independência

"Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá ..." - Gonçalves Dias.
O inicio do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias, descrito acima, uma pérola da língua Portuguesa, foi escrito em 1843, na cidade de Coimbra, Portugal. Uma clara alusão a Pátria distante, mescla de nostalgia, patriotismo e civismo.
Nesta Semana da Pátria este poema voltou a minha memória quando, no dia 7 de setembro, passei pelo desolado altar da pátria. Lembrei-me que há trinta e poucos anos declamei-o num ato cívico feito pela Escola Santa Clara, num jogral com alguns colegas de aula.
Sou de uma geração que estudava na escola uma matéria chamada Educação Moral e Cívica (EMOCI). E nela, entre outras, se aprendia o hino nacional, o hino e o significado das cores da bandeira, e que cada estrela, nada mais é que um estado brasileiro. E ainda, amar a Pátria. 
 Além disto, todos sete de setembro era uma festa ansiosamente esperada. Nele reverenciava-se o Dia da Independência do Brasil com uma parada cívica. Havia um desfile das escolas, das agremiações de cunho social e recreativas e da Brigada Militar que movimentavam toda comunidade.
Nem lembro se fazem cinco, dez ou mais anos, do último desfile alusivo na Semana da Pátria em Getúlio Vargas. Lamentavelmente, hoje se desdenha o acontecimento principal a Independência. Festeja-se o acontecimento menor, só regional (a Semana Farroupilha). Um lamentável retrocesso. 
Penso ser um desleixo dado às questões cívicas, éticas e morais como exemplos para nossa juventude.
Enfim, como diz Gonçalves Dias no final de seu poema "não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá, sem que disfrute os primores, que não encontro por cá..." e que nem a mim ele permita que morra sem que possa assistir novamente, em Getulio Vargas, um desfile no dia da Independência.

Publicado no jornal A Folha Regional em 16 de setembro de 2011.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ginásio Municipal leva o nome de Ataliba José Flores

Após ser aprovado pela Câmara de Vereadores o projeto de Lei de nº 009/11 para que o Centro Esportivo Municipal levasse o nome de Ataliba José Flores, na ultima segunda feira a noite (12/09) aconteceram as festividades de reabertura do Ginásio Municipal. Além de confrontos de futsal com várias equipes, o descerramento da placa com o novo nome do complexo esportivo em homenagem à Ataliba José Flores. O evento contou com a presença de mais de duzentas pessoas incluindo várias autoridades, familiares de Ataliba, simpatizantes e associados do Cobra Preta e público em geral.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Festa de Pobre

"Quem faz mais aniversários, vive mais"-  Diniz Scalon
Há alguns dias, um amigo, o Valde de Bento, me convidou para seu aniversário. Fiquei feliz ao ser agraciado para a festa. Nada de formalidades, apenas um telefonema e o pedido de confirmação.  Lembrem, convite não se recusa. Sempre que te convidam é porque querem sua presença.
O local da festa era o quiosque do Alemão Caminhão, que não foi, pois tinha viajado. Cheguei cedo e vi, com o passar das horas, todo aquele pessoal reunido e trabalhando. Isto me deixou constrangido, pois não fui convidado a mover um dedo sequer no evento.
Ao chegar já estava o Chiquinho Rodrigues a atear fogo na churrasqueira. O Jorge Barfknecht trouxe dois enormes espetos de carne de gado. Em seguida, o Jairo Krasuski chegou com carne de ovelha e porco temperados. E, logo estavam os três em volta a assar o churrasco.
 A maionese veio com a Silvana Fontana, que na bagagem trouxe um radiche com bacon.  E ainda tinha repolho, tomate e alface, todos temperados pelo seu marido, o Tchem.  A cerveja (bem gelada) e o refrigerante (que não consegui experimentar) trouxeram o Beto e a Mari da Panificadora KS, assim como o pão e a cuca.
Hora antes do almoço chegou o Mano Algeri. Já assumiu o serviço de garçom. Eram petiscos e bebidas passados a todo instante. Até uma caipirinha saiu. A festa poderia ter parado por ai, que estava de bom tamanho. Então, veio o almoço. Carne até não poder mais de tanto comer. 
E, para completar, chegou o Moacir Fontana. Cantando o parabéns a você, com uma deliciosa torta de sorvete, da Mayorka, e umas quase cinquenta velas sobre ela. No final, ainda combinaram que, da sobra do almoço, sairia um carreteiro a noite para quem se quisesse participar.
Na saída, claro, todos foram ressarcidos nos gastos pelo aniversariante.  Ao me despedir, ele agradeceu a presença. E, no ouvido, solicitou que eu escrevesse sobre o aniversário no jornal. Eis, portanto, a minha contribuição para o evento. Enfim, uma festa de pobre, onde todo convidado precisou trabalhar.

Publicado no jornal A Folha Regional em 12 de agosto de 2011.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os 15 Anos de Isabela Klitzke Dalacorte




Isabela Klitzke Dalacorte festejou seus 15 anos no último sábado, dia 16. Acima, com a mana Elisa e os pais Paulo e Loreni na hora do brinde. Os modelos exclusivos foram confeccionados pela equipe da loja Elory Confecções. A decoração em vermelho e branco, cores do vestido longo e do mini para curtir melhor a festa.










sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Rio de Janeiro continua...

Os jornais excitam sempre a curiosidade nas pessoas. - Charles Lamb
...Abençoado por Deus e bonito por natureza, claro, na zona Sul.
...Bacana  como o sol, a areia e a praia de Copacabana.
...Como o Cristo Redentor, de braços abertos para o turista, sua fonte de renda.
...Com o Maracanã em reforma, logo não saiu a grande pelada matutina.
...Com muitas Julianas e se acham as Tais, pois a Paes tomou doril e não se viu.
...Melhorando a vida da favela com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).
...O local onde tem o Pão de Açúcar, nem de queijo e nem o sovado.
...Servindo um chope gelado em qualquer botequim da esquina.
...Sendo a cidade onde se usa a buzina do automóvel para tudo.
...Sentindo a falta de Sargenteli e suas mulatas octogenárias ou falecidas.
...Tendo artistas e famosos longe dos olhos de comuns, como nós.
...Um pouco caro, mas tudo que é bom e raro têm preço elevado.
 Eis, algumas considerações resumidas sobre o Rio, para matar a curiosidade de leitores que perguntam como foi a viagem. Está dada a resposta publicamente.

Publicado no Jornal A Folha Regional em 8 de julho de 2011.