Este blog é para postar os artigos que são publicados no jornal A Folha Regional, de Getúlio Vargas, de autoria de Paulo Dalacorte.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O gênio, o Surfista e as Rotatórias da Cidade


“A fama é para os homens como os cabelos - cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia". - Albert Einstein”

Ser ou não ser um astro, eis uma delícia de pergunta que sempre se apresenta no palco da vida. A toda hora há redesco-bertas, novidades e gente procurando seu espaço. Um palco, o seu minuto de fama, tudo na intenção de ver sua estrela brilhar e na busca de um motivo para ser lembrado no futuro.  
 Mesmo aqueles que viveram na antiguidade, ou mais precisamente no século XVI, como o gênio Wiliam Shakeaspere, um dramaturgo inglês, que seguidamente se vê redescoberto e interpretado nos palcos do teatro. Apreciado com sua celebre frase: “Ser ou não ser eis a questão”, nem ele provavelmente imaginava que seu sucesso seria tão duradouro.
Ou então nos dias atuais, com as delícias do surfista Michel Teló, e seu hit momentâneo, “Ai se teu te pego”. Esta na crista da onda e sua música é cantada em muitas línguas (inglês, alemão, e tantas outras) mundo afora. Penso que terá pouca durabilidade e no final esta enorme onda acabará, mesmo, morrendo na praia. 
Pois aqui na terrinha, as rotatórias da cidade, é o palco adotado pelo Antonio Valdecir da Rosa. Misto de ator e cantor, ele usa o espaço para se apresentar diariamente. Conhecido por “Jiló”, ele encena acordes musicais na guitarra imaginária, e canta músicas de diferentes estilos musicais.   
Figura ímpar da cidade atende aos pedidos musicais dos transeuntes e motoristas e aproveita diariamente e deliciosamente o seu momento de astro. Mesmo que não alcance fama mundial, espero que se eternize na lembrança popular. Então, certamente, será coroado como o Rei das Rotatórias, o Michel Jiló getuliense.

Publicado no jornal A Folha Regional em 1º de junho de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Agradável Reencontro

“O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam, mas, para os que amam, o tempo é eterno.” Wiliam Shakespeare.
Meus escritos no jornal me proporcionam pelo segundo ano consecutivo, a convite do amigo Neivo, que eu passe uma semana de férias na praia de Capão Novo. Praia esta criada por um getuliense, o Sr. Elmar Wagner. Lá, a Adjori (Associação dos Jornais do Interior do RS) mantém um Centro de Cultura e Lazer.
Este local que conta com 19 apartamentos para 04 pessoas, piscinas, salão de festas, um CTG, cancha de bocha, garagens, visa proporcionar aos seus donos, funcionários e colaboradores um período de férias de uma semana, por módicos 380,00 reais por apartamento. 
Minhas filhas adoram aquele lugar e já deixaram claro que querem voltar na próxima temporada. Neste ano, foram conosco o restante da minha família por parte de mãe. Os meus tios Paulo e Heitor e as tias Nelci e Ana Laura. Fato que não havia ocorrido ao longo de toda minha existência e que foi muito prazeroso.
 Afora esta confraternização familiar, tive em Capão Novo um agradável reencontro.  Por muitos anos estive com uma venda nos olhos. Ela me cegou para a beleza do mar. Pois já dizia Dorival Caymmi que o mar quando quebra na praia é bonito, é bonito.
Deixei o tempo passar da infância à meia idade e, mesmo indo à praia, sequer tomava um bom banho no mar. Plantava na beira dela, comia algo, bebia uma caipira e observava alguma coisa sem nexo. No máximo colocava os pés na água para tirar uma foto de recordação.
Sequer percebia o quanto o mar é justo e democrata. Tem regras definidas e você deve se adaptar a elas. Não há dono do pedaço e quem chega primeiro na praia usufrui do espaço escolhido. Não existe diferença de cor, idade ou raça. E, basta se descuidar no ir e vir das ondas que sua vida está em perigo. 
Para não lamentar o tempo perdido nesta temporada na praia, e festejar este agradável reencontro com o mar, estou decidido a viajar mais seguido em direção a ele. Assim, desta forma, posso dizer ao mar que o tempo sempre será eterno para os que o amam.

Publicado no jornal A Folha Regional, em 2 de março de 2012.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Só Risos

"Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse a você." Barão de Itararé                        
Para relaxar um pouco no fim de ano vou contar a vocês leitores duas passagens que tive o privilégio de ler/responder e ouvir/assistir neste ano. Cômicas e reais, podem acreditar. 

Recebi um e-mail de um professor de xadrez, o Aurélio, conhecido de longa data de Porto Alegre. Nele, aparecia a foto de um gato siamês lindo, que gostaria de presentear a mulher. Contava que o valor da compra passava da casa dos três dígitos. Que em função disto, não tinha condições de arcar, sozinho, com as despesas. Solicitava gentilmente a todos os amigos que o ajudassem nesta tarefa, colaborando espontaneamente com uma grana, pois o bicho faria a esposa feliz. 
Pois, prontamente respondi da seguinte forma:
- Professor, desculpe por estar numa pior e não poder atender o seu pedido. Sugiro tirar os dois quatis, um de cada ombro, e se prontificar a fazer a faxina de quatro lotes. Desta forma será possível adquirir tão estimado bichinho para sua esposa, sem o auxilio de nenhum amigo, conhecido ou parente. Abraços e boa sorte na empreitada.
O que você faria com um cara de pau destes? 
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Precisei acompanhar um amigo numa clínica de ortopedia em Passo Fundo. A sala de espera cheia e precisávamos esperar pacientemente durante uma hora aproximadamente. Sentamos perto de uma senhora de idade e um rapaz de vinte e poucos. Conversavam como se fossem velhos conhecidos e rolava aquele papo tradicional sobre doenças. Ela desabafando que estava cheia de dores, que a acometiam desde criança. Eram os tais de "reumatismos articulares agudos". E, na vez dele chorar as magoas, falou que tinha tido lesões por esforço repetitivo. Em função disto, estava procurando um novo método para ver se curava a doença, que se chamava "Pilates".
Interessada no tal método, a senhora lhe fez a pergunta:
- Moço, que igreja é esta que eu não conheço? É nova aqui na cidade de Passo Fundo?
Devagar, tomei  o rumo da porta de saída e, rindo baixinho, fui pegar um ar.

*pdalaideias@hotmail.com

Publicado no Jornal A Folha Regional em 30 de dezembro de 2011.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Enfim, um Contato de Natal

“Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos queridos e tradições.” Bill McKibben
Estava ansioso pelo primeiro contato dos leitores via e-mail e, confesso, curioso pelo que se apresentaria. Não sabia se viriam sugestões, críticas ou histórias com pedidos para serem publicados pelo articulista.
Afinal, ao criar a caixa de mensagens, esta era a proposta. Procurar, na medida do possível, atender as solicitações de leitores. E, dentro do possível, narrar fatos e histórias por eles contadas e aproveitar sugestões para futuras crônicas.
Após dois meses, acabou a an-gústia. Enfim, chegou um contato de Natal. Por tratar-se de uma boa ação, e não por preguiça ou para deixar a crônica maior, resolvi trans-crevê-lo na íntegra. Conta uma história entitulada Magia de Natal, que se repete há 17 anos. Veja abaixo.
Amigo Paulo
Há exatamente 17 anos, eu e meu filho Lucas levamos alegria para as crianças menos favorecidas. Sempre ensinei a ele que, para ganhar novos presentes, deveria separar os velhos para que outras crianças ficassem felizes como ele. Começamos doando os brinquedos dele, para os filhos da empregada. Quando o Lucas ficou maior, distribuíamos roupas e doces às crianças da XV de Novembro. Há dois anos, passei a fazer, através de cartinha, em conjunto com professoras, clientes minhas e com escolas agraciadas, que neste ano foi a do Cônego. As crianças escrevem suas cartinhas com os pedidos na sala de aula e, após, a professora me entrega, onde constam os pedidos delas. Faço então contatos com amigas, clientes e, afora isto tudo, vou arrecadando outras coisas de uso pessoal, de higiene e material escolar. Obviamente com a ajuda de colaboradores, todas as crianças têm sido agraciadas com seus pedidos, sendo que faço uma linda festa com um rico lanche, Papai Noel, entrega dos presentes e uma palavrinha de Deus juntamente com a igreja matriz.  Além disto, as crianças recebem um kit de material higiênico e escolar. Inclusive, neste ano, ganhamos mais pres-tígio depois de nossa ação de Natal ter passado na RBS TV de Erechim. Gostaria, se possível, que você pudesse fazer um comentário na sua coluna de opinião n’A Folha Regio-nal, para que, nos próximos anos, mais crianças possam receber um presente de Natal e mais pessoas possam fazer parte desta ação de Natal, doando algo que possa ser útil aos mais carentes e deixando as crianças felizes.
Feliz Natal a todos,
Ass. Kellen Simone dos Santos - Kellen@itake.com.br
À Kellen, autora do e-mail, fica meu compromisso de doar um presente no próximo ano. Desejo sucesso e a parabenizo, junto com as demais colegas e clientes, pela iniciativa. Que esta ação ganhe mais adeptos e crie perspectivas de um futuro melhor para as crianças beneficiadas.

*pdalaideias@hotmail.com

Publicado no Jornal A Folha Regional, em 23 de dezembro de 2011.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Última Morada

“Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir.” Tennessee Williams                       
Dias antes dos finados, recolhi uma caixa de entulho e, para minha surpresa, havia nela um diploma. Chamou-me atenção no titulo que dizia: Deus o Quer. Curioso, antes do destino final do papel, verifiquei o inteiro teor do texto.
Resumidamente o Comissariado da Terra Santa recebia como irmão remido e davam todas graças indulgencias e vantagens espirituais concedidos pelos Sumos Pontífices da Terra Santa na vida depois da morte. 
Pois, passado o dia 02 de novembro, resolvi dar uma vasculhada em nosso Cemitério Municipal. Porque mesmo que tenhamos uma terra santa pós-morte, será naquele local que ficarão depositados os ossos de nossos restos mortais.
Fazia tempo que não andava no Cemitério Municipal. E já tenho meu local reservado lá, nesta que será a minha última morada na terra. Assim como de grande parte da população de nossa cidade e também de alguns outros da região.
Andando me surpreendi positivamente pelo zelo e limpeza do local. Tem um mapa identificando e localizando o defunto para que as pessoas possam chegar ao túmulo. À noite fica iluminado e agora até a rua principal esta asfaltada.
Todo ano temos algo de novo. Inclusive conhecidos e amigos que, por vezes, nem sabemos que já estão enterrados e com seu nome gravado na lápide. Basta passear e correr os olhos um pouco a esmo para averiguar esses fatos. 
A única coisa que permanece igual há muito tempo é o espaço físico. Não cresceu, apenas fica a cada ano mais povoado de túmulos e jazigos. Deste jeito, se já não é uma realidade, teremos um mercado imobiliário naquele local.
Fico pensando na criatividade humana ou de uma imobiliária ao anunciar a venda destes espaços. Uma grande faixa defronte ao local, toda colorida, um  anúncio no jornal e rádio com os seguintes dizeres: 
VD 01 VAGA na ÚLTIMA MORADA - TORRO - R$ 25.000- Tratar- F: 999999.
Claro que neste preço não estará garantida que sua alma entrará na morada do Senhor. 

* pdalaideias@hotmail.com

Publicado no jornal A Folha Regional, em 9 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As memórias do Edino

"Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos" - Jeremy Irons
Na sexta-feira passada, 14/10, às 19h30min estive presente, na AABB, no lançamento do livro do Professor Édino Farias. Suas "Memórias Esportivas" ao longo de 40 anos de vida profissional e algumas lembranças da infância e juventude. 
Sempre ao seu lado a companheira e esposa Leila que, certamente contribuiu muito na confecção desta obra. Diria, sem medo de errar, que foi a co-autora desta publicação, pois estiveram praticamente juntos na jornada profissional como professores. 
No encontro houve de parte do autor uma pequena explanação do conteúdo do livro. Um papo informal para umas 80 pessoas que estiveram presentes a prestigiar o lançamento deste. E no fim uma sessão de autógrafos para os interessados.
Nesta conversa, o Professor Édino fez um resumo das partes do livro e no final emocionado agradeceu a oportunidade de ter trabalhado e contribuído para o esporte na cidade de Getulio Vargas, sua terra natal. Acrescentou que realizou um sonho.
A publicação desta obra teve a participação do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas, que encaminhou um projeto para custear a impressão do mesmo, e teve sua proposta aprovada, junto ao Fundo Municipal da Cultura.
Quanto ao conteúdo estou apenas no inicio da leitura. Saboreio devagar, como numa mateada, cada folha. E, sugiro aos desportistas getulienses que adquiram, e façam dele uma ótima opção de presente de Natal para seu amigo, vizinho ou parente.
Ao professor Édino e a Leila, confesso que minhas memórias esportivas passam por suas aulas de Educação Física no Santa Clara e natação no Tênis Clube. Sem duvida esta obra resgata e conta parte da história esportiva do nosso município. 

Publicado no jornal A Folha Regional em 21 de outubro de 2011.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

E-mail de ideias

As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade. William Shakespeare
Escrevo esporadicamente algumas crônicas para o jornal. De forma geral sobre pessoas, entidades ou fatos relacionados a mim ou minha cidade. Não tenho pretensão, com meus escritos, de atingir um publico maior que o regional. Procuro difundir um pouco minhas lembranças de um determinado assunto.
Comecei lentamente com os escritos, e aos poucos fui gostando da ideia de dar seqüência a eles. Aprendi que para realizar uma crônica muitas vezes é necessário horas de pesquisa, conversas e reuniões.  Outras vezes, as mais despretensiosas e hilárias, apenas algum tempo defronte ao computador e pronto.
E, seguido, sou abordado na rua por amigos ou conhecidos para falar dos artigos que escrevo para o jornal. Dizem, entre outras, que gostaram de uma crônica, que poderia ter acrescido isto ou aquilo e até que não entenderam determinadas afirmações minhas em algumas delas. E, querem saber como surgem às idéias.
Meus textos no geral são curtos, para o assunto não ficar maçante. Do contrário, no final o leitor perde o foco central. Mesmo assim às vezes nem todos entendem, pois cada cabeça uma sentença. E, ressaltem-se, as idéias lançadas pelo articulista não devem ser dominantes. Apenas conhecidas, debatidas e que também podem ser mudadas.
Quanto às idéias em si, surgem de leituras, pesquisas ou de algum fato nacional que pode ser inserido em nosso meio. Às vezes de uma caminhada pela cidade ou apenas de um papo despretensioso com um amigo na rua ou mesa do bar. E como gosto e necessito da escrita as transformo em crônicas. 
Para aqueles que, por algum motivo, não conseguem ler as crônicas no jornal foi criado estes tempos um blog onde as crônicas são postadas. Nele há inclusive algumas noticias e fotos que não aparecem no jornal. A quem interessar a leitura pelo blog o endereço eletrônico é blogdopdala.blogspot.com/, ou então se acessar o blog do jornal A Folha Regional nele esté indicado o blogdopdala.
Agora para ampliar o contato com o leitor, e buscando inovar em novos escritos, me ocorreu neste momento uma idéia. Criar um email de idéias nominado pdalaideias@hotmail.com. Desde já estamos conectados. Espero, assim, contar com sugestões e criticas construtivas para futuras crônicas.

Publicado no jornal A Folha Regional em 7 de outubro de 2011.