Este blog é para postar os artigos que são publicados no jornal A Folha Regional, de Getúlio Vargas, de autoria de Paulo Dalacorte.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Só Risos

"Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse a você." Barão de Itararé                        
Para relaxar um pouco no fim de ano vou contar a vocês leitores duas passagens que tive o privilégio de ler/responder e ouvir/assistir neste ano. Cômicas e reais, podem acreditar. 

Recebi um e-mail de um professor de xadrez, o Aurélio, conhecido de longa data de Porto Alegre. Nele, aparecia a foto de um gato siamês lindo, que gostaria de presentear a mulher. Contava que o valor da compra passava da casa dos três dígitos. Que em função disto, não tinha condições de arcar, sozinho, com as despesas. Solicitava gentilmente a todos os amigos que o ajudassem nesta tarefa, colaborando espontaneamente com uma grana, pois o bicho faria a esposa feliz. 
Pois, prontamente respondi da seguinte forma:
- Professor, desculpe por estar numa pior e não poder atender o seu pedido. Sugiro tirar os dois quatis, um de cada ombro, e se prontificar a fazer a faxina de quatro lotes. Desta forma será possível adquirir tão estimado bichinho para sua esposa, sem o auxilio de nenhum amigo, conhecido ou parente. Abraços e boa sorte na empreitada.
O que você faria com um cara de pau destes? 
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Precisei acompanhar um amigo numa clínica de ortopedia em Passo Fundo. A sala de espera cheia e precisávamos esperar pacientemente durante uma hora aproximadamente. Sentamos perto de uma senhora de idade e um rapaz de vinte e poucos. Conversavam como se fossem velhos conhecidos e rolava aquele papo tradicional sobre doenças. Ela desabafando que estava cheia de dores, que a acometiam desde criança. Eram os tais de "reumatismos articulares agudos". E, na vez dele chorar as magoas, falou que tinha tido lesões por esforço repetitivo. Em função disto, estava procurando um novo método para ver se curava a doença, que se chamava "Pilates".
Interessada no tal método, a senhora lhe fez a pergunta:
- Moço, que igreja é esta que eu não conheço? É nova aqui na cidade de Passo Fundo?
Devagar, tomei  o rumo da porta de saída e, rindo baixinho, fui pegar um ar.

*pdalaideias@hotmail.com

Publicado no Jornal A Folha Regional em 30 de dezembro de 2011.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Enfim, um Contato de Natal

“Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos queridos e tradições.” Bill McKibben
Estava ansioso pelo primeiro contato dos leitores via e-mail e, confesso, curioso pelo que se apresentaria. Não sabia se viriam sugestões, críticas ou histórias com pedidos para serem publicados pelo articulista.
Afinal, ao criar a caixa de mensagens, esta era a proposta. Procurar, na medida do possível, atender as solicitações de leitores. E, dentro do possível, narrar fatos e histórias por eles contadas e aproveitar sugestões para futuras crônicas.
Após dois meses, acabou a an-gústia. Enfim, chegou um contato de Natal. Por tratar-se de uma boa ação, e não por preguiça ou para deixar a crônica maior, resolvi trans-crevê-lo na íntegra. Conta uma história entitulada Magia de Natal, que se repete há 17 anos. Veja abaixo.
Amigo Paulo
Há exatamente 17 anos, eu e meu filho Lucas levamos alegria para as crianças menos favorecidas. Sempre ensinei a ele que, para ganhar novos presentes, deveria separar os velhos para que outras crianças ficassem felizes como ele. Começamos doando os brinquedos dele, para os filhos da empregada. Quando o Lucas ficou maior, distribuíamos roupas e doces às crianças da XV de Novembro. Há dois anos, passei a fazer, através de cartinha, em conjunto com professoras, clientes minhas e com escolas agraciadas, que neste ano foi a do Cônego. As crianças escrevem suas cartinhas com os pedidos na sala de aula e, após, a professora me entrega, onde constam os pedidos delas. Faço então contatos com amigas, clientes e, afora isto tudo, vou arrecadando outras coisas de uso pessoal, de higiene e material escolar. Obviamente com a ajuda de colaboradores, todas as crianças têm sido agraciadas com seus pedidos, sendo que faço uma linda festa com um rico lanche, Papai Noel, entrega dos presentes e uma palavrinha de Deus juntamente com a igreja matriz.  Além disto, as crianças recebem um kit de material higiênico e escolar. Inclusive, neste ano, ganhamos mais pres-tígio depois de nossa ação de Natal ter passado na RBS TV de Erechim. Gostaria, se possível, que você pudesse fazer um comentário na sua coluna de opinião n’A Folha Regio-nal, para que, nos próximos anos, mais crianças possam receber um presente de Natal e mais pessoas possam fazer parte desta ação de Natal, doando algo que possa ser útil aos mais carentes e deixando as crianças felizes.
Feliz Natal a todos,
Ass. Kellen Simone dos Santos - Kellen@itake.com.br
À Kellen, autora do e-mail, fica meu compromisso de doar um presente no próximo ano. Desejo sucesso e a parabenizo, junto com as demais colegas e clientes, pela iniciativa. Que esta ação ganhe mais adeptos e crie perspectivas de um futuro melhor para as crianças beneficiadas.

*pdalaideias@hotmail.com

Publicado no Jornal A Folha Regional, em 23 de dezembro de 2011.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Última Morada

“Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir.” Tennessee Williams                       
Dias antes dos finados, recolhi uma caixa de entulho e, para minha surpresa, havia nela um diploma. Chamou-me atenção no titulo que dizia: Deus o Quer. Curioso, antes do destino final do papel, verifiquei o inteiro teor do texto.
Resumidamente o Comissariado da Terra Santa recebia como irmão remido e davam todas graças indulgencias e vantagens espirituais concedidos pelos Sumos Pontífices da Terra Santa na vida depois da morte. 
Pois, passado o dia 02 de novembro, resolvi dar uma vasculhada em nosso Cemitério Municipal. Porque mesmo que tenhamos uma terra santa pós-morte, será naquele local que ficarão depositados os ossos de nossos restos mortais.
Fazia tempo que não andava no Cemitério Municipal. E já tenho meu local reservado lá, nesta que será a minha última morada na terra. Assim como de grande parte da população de nossa cidade e também de alguns outros da região.
Andando me surpreendi positivamente pelo zelo e limpeza do local. Tem um mapa identificando e localizando o defunto para que as pessoas possam chegar ao túmulo. À noite fica iluminado e agora até a rua principal esta asfaltada.
Todo ano temos algo de novo. Inclusive conhecidos e amigos que, por vezes, nem sabemos que já estão enterrados e com seu nome gravado na lápide. Basta passear e correr os olhos um pouco a esmo para averiguar esses fatos. 
A única coisa que permanece igual há muito tempo é o espaço físico. Não cresceu, apenas fica a cada ano mais povoado de túmulos e jazigos. Deste jeito, se já não é uma realidade, teremos um mercado imobiliário naquele local.
Fico pensando na criatividade humana ou de uma imobiliária ao anunciar a venda destes espaços. Uma grande faixa defronte ao local, toda colorida, um  anúncio no jornal e rádio com os seguintes dizeres: 
VD 01 VAGA na ÚLTIMA MORADA - TORRO - R$ 25.000- Tratar- F: 999999.
Claro que neste preço não estará garantida que sua alma entrará na morada do Senhor. 

* pdalaideias@hotmail.com

Publicado no jornal A Folha Regional, em 9 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As memórias do Edino

"Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos" - Jeremy Irons
Na sexta-feira passada, 14/10, às 19h30min estive presente, na AABB, no lançamento do livro do Professor Édino Farias. Suas "Memórias Esportivas" ao longo de 40 anos de vida profissional e algumas lembranças da infância e juventude. 
Sempre ao seu lado a companheira e esposa Leila que, certamente contribuiu muito na confecção desta obra. Diria, sem medo de errar, que foi a co-autora desta publicação, pois estiveram praticamente juntos na jornada profissional como professores. 
No encontro houve de parte do autor uma pequena explanação do conteúdo do livro. Um papo informal para umas 80 pessoas que estiveram presentes a prestigiar o lançamento deste. E no fim uma sessão de autógrafos para os interessados.
Nesta conversa, o Professor Édino fez um resumo das partes do livro e no final emocionado agradeceu a oportunidade de ter trabalhado e contribuído para o esporte na cidade de Getulio Vargas, sua terra natal. Acrescentou que realizou um sonho.
A publicação desta obra teve a participação do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas, que encaminhou um projeto para custear a impressão do mesmo, e teve sua proposta aprovada, junto ao Fundo Municipal da Cultura.
Quanto ao conteúdo estou apenas no inicio da leitura. Saboreio devagar, como numa mateada, cada folha. E, sugiro aos desportistas getulienses que adquiram, e façam dele uma ótima opção de presente de Natal para seu amigo, vizinho ou parente.
Ao professor Édino e a Leila, confesso que minhas memórias esportivas passam por suas aulas de Educação Física no Santa Clara e natação no Tênis Clube. Sem duvida esta obra resgata e conta parte da história esportiva do nosso município. 

Publicado no jornal A Folha Regional em 21 de outubro de 2011.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

E-mail de ideias

As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade. William Shakespeare
Escrevo esporadicamente algumas crônicas para o jornal. De forma geral sobre pessoas, entidades ou fatos relacionados a mim ou minha cidade. Não tenho pretensão, com meus escritos, de atingir um publico maior que o regional. Procuro difundir um pouco minhas lembranças de um determinado assunto.
Comecei lentamente com os escritos, e aos poucos fui gostando da ideia de dar seqüência a eles. Aprendi que para realizar uma crônica muitas vezes é necessário horas de pesquisa, conversas e reuniões.  Outras vezes, as mais despretensiosas e hilárias, apenas algum tempo defronte ao computador e pronto.
E, seguido, sou abordado na rua por amigos ou conhecidos para falar dos artigos que escrevo para o jornal. Dizem, entre outras, que gostaram de uma crônica, que poderia ter acrescido isto ou aquilo e até que não entenderam determinadas afirmações minhas em algumas delas. E, querem saber como surgem às idéias.
Meus textos no geral são curtos, para o assunto não ficar maçante. Do contrário, no final o leitor perde o foco central. Mesmo assim às vezes nem todos entendem, pois cada cabeça uma sentença. E, ressaltem-se, as idéias lançadas pelo articulista não devem ser dominantes. Apenas conhecidas, debatidas e que também podem ser mudadas.
Quanto às idéias em si, surgem de leituras, pesquisas ou de algum fato nacional que pode ser inserido em nosso meio. Às vezes de uma caminhada pela cidade ou apenas de um papo despretensioso com um amigo na rua ou mesa do bar. E como gosto e necessito da escrita as transformo em crônicas. 
Para aqueles que, por algum motivo, não conseguem ler as crônicas no jornal foi criado estes tempos um blog onde as crônicas são postadas. Nele há inclusive algumas noticias e fotos que não aparecem no jornal. A quem interessar a leitura pelo blog o endereço eletrônico é blogdopdala.blogspot.com/, ou então se acessar o blog do jornal A Folha Regional nele esté indicado o blogdopdala.
Agora para ampliar o contato com o leitor, e buscando inovar em novos escritos, me ocorreu neste momento uma idéia. Criar um email de idéias nominado pdalaideias@hotmail.com. Desde já estamos conectados. Espero, assim, contar com sugestões e criticas construtivas para futuras crônicas.

Publicado no jornal A Folha Regional em 7 de outubro de 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A agonia da Independência

"Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá ..." - Gonçalves Dias.
O inicio do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias, descrito acima, uma pérola da língua Portuguesa, foi escrito em 1843, na cidade de Coimbra, Portugal. Uma clara alusão a Pátria distante, mescla de nostalgia, patriotismo e civismo.
Nesta Semana da Pátria este poema voltou a minha memória quando, no dia 7 de setembro, passei pelo desolado altar da pátria. Lembrei-me que há trinta e poucos anos declamei-o num ato cívico feito pela Escola Santa Clara, num jogral com alguns colegas de aula.
Sou de uma geração que estudava na escola uma matéria chamada Educação Moral e Cívica (EMOCI). E nela, entre outras, se aprendia o hino nacional, o hino e o significado das cores da bandeira, e que cada estrela, nada mais é que um estado brasileiro. E ainda, amar a Pátria. 
 Além disto, todos sete de setembro era uma festa ansiosamente esperada. Nele reverenciava-se o Dia da Independência do Brasil com uma parada cívica. Havia um desfile das escolas, das agremiações de cunho social e recreativas e da Brigada Militar que movimentavam toda comunidade.
Nem lembro se fazem cinco, dez ou mais anos, do último desfile alusivo na Semana da Pátria em Getúlio Vargas. Lamentavelmente, hoje se desdenha o acontecimento principal a Independência. Festeja-se o acontecimento menor, só regional (a Semana Farroupilha). Um lamentável retrocesso. 
Penso ser um desleixo dado às questões cívicas, éticas e morais como exemplos para nossa juventude.
Enfim, como diz Gonçalves Dias no final de seu poema "não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá, sem que disfrute os primores, que não encontro por cá..." e que nem a mim ele permita que morra sem que possa assistir novamente, em Getulio Vargas, um desfile no dia da Independência.

Publicado no jornal A Folha Regional em 16 de setembro de 2011.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ginásio Municipal leva o nome de Ataliba José Flores

Após ser aprovado pela Câmara de Vereadores o projeto de Lei de nº 009/11 para que o Centro Esportivo Municipal levasse o nome de Ataliba José Flores, na ultima segunda feira a noite (12/09) aconteceram as festividades de reabertura do Ginásio Municipal. Além de confrontos de futsal com várias equipes, o descerramento da placa com o novo nome do complexo esportivo em homenagem à Ataliba José Flores. O evento contou com a presença de mais de duzentas pessoas incluindo várias autoridades, familiares de Ataliba, simpatizantes e associados do Cobra Preta e público em geral.